2019
maio
08
Fotos: Faiara Assis
Palestra

Curso de Relações Internacionais recebe a embaixadora da Áustria no Brasil

Irene Giner-Reichl falou aos estudantes sobre a importância dos Direitos Humanos nas relações externas entre ambos os países com foco nas questões de gênero

O curso de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília (UCB) promoveu a palestra “A importância dos Direitos Humanos nas relações externas Áustria e Brasil, com foco nas questões de gênero”, feita pela embaixadora da Áustria no Brasil, Irene Giner-Reichl. O evento teve o apoio do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (NUPRI).

Fizeram parte da mesa de abertura diversas autoridades da Universidade, como o Magnífico Reitor, Prof. Dr. Ir. Jardelino Menegat; a diretora da Escola de Humanidades, Negócios e Direito, Prof.ª Dr.ª Marcelle Gomes Figueira e o coordenador do curso de Relações Internacionais, Prof. Me. José Romero Pereira Júnior.

O coordenador do curso de Relações Internacionais, Prof. José Romero, destacou a grande honra de receber, mais uma vez, a embaixadora da Áustria na UCB. “A embaixadora está aqui hoje para tratar de um tema que acho dos mais relevantes na agenda internacional contemporânea. Muitas vezes nós nos esquecemos, perdidos no turbilhão do dia a dia, de que existem temas de profundo impacto na vida das pessoas, e são temas que não estão corriqueiramente nos noticiários. Para nós, é uma imensa satisfação termos aqui a embaixadora para trazer uma perspectiva, dentro das relações internacionais, entre os dois países de discussão das questões de Direitos Humanos, e, em particular, a questão de gênero”, frisou o professor Romero.

Fotos: Faiara Assis

O Magnífico Reitor, Prof. Dr. Ir. Jardelino Menegat, saudou os estudantes e destacou a excelência na formação dos estudantes da Instituição. “Hoje, quando pensamos na formação de nossos estudantes, particularmente do curso de Relações Internacionais, projetamos a formação para o mundo, para o mercado de trabalho em nível internacional, por isso a importância de se ter palestras como a que temos com a embaixadora da Áustria”, disse.

O Ir. Jardelino ressaltou que “nós vivemos em um mundo que as relações estão desconectadas, feridas e quebradas, e isso não somente se tratando de relações pessoais, mas também institucionais, entre países. Se nós fizéssemos uma análise de como está a questão das relações entre países encontraríamos mais de uma dezena deles em conflito, portanto, precisamos achar meios para minimizar a situação de conflito entre as nações”.

Citando o papa Francisco, o reitor destacou a dimensão da acolhida. “Tomo como referência um líder mundial, que é o papa Francisco, quando diz que é preciso fortalecer a dimensão da acolhida, levando em consideração os migrantes e refugiados. Quantas pessoas estão se movimentando de um país para o outro por conta de conflitos? Por isso, devemos cada vez mais fortalecer o acolhimento, nos respeitar, nos valorizar e fazer isso com o próximo”, destacou.

Falando aos estudantes, a diretora da Escola de Humanidades, Negócios e Direito, Prof.ª Dr.ª Marcelle Gomes Figueira, parabenizou pela forma dinâmica com que eles atuam dentro e fora do curso. “Gostaria de parabenizar a coordenação do curso e seus estudantes por essa iniciativa. O curso de Relações Internacionais da UCB é muito dinâmico. O protagonismo discente é um exemplo para a Universidade e a relação de pertencimento que todos vocês têm, a forma que movimentam o curso, propõem atividades, o espírito crítico de todos alimentam permanentemente o interesse dos professores pela profissão. É algo que devemos celebrar enquanto docentes”, celebrou a professora Marcelle.

A Palestra

A embaixadora da Áustria no Brasil, Irene Giner-Reichl, trouxe um panorama das relações entre Áustria e Brasil, no tocante aos Direitos Humanos nas relações externas, com foco nas questões de gênero.

Segundo a embaixadora, apesar de avanços e conquistas registrados, ainda persistem as desigualdades de gênero em todo o mundo. O Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de 2016 registra que, no Brasil, mulheres recebem até 25% a menos que homens desempenhando trabalhos semelhantes e que a taxa de mortalidade materna é de 44 mortes a cada 100 mil nascidos vivos (a Noruega, a primeira colocada no ranking, apresenta 5 mortes para cada 100 mil). Na política brasileira, apenas 10% dos assentos do parlamento são ocupados por mulheres (a Argentina conta com 37% e a Arábia Saudita com 19,9%). A acentuada discrepância na participação política fez com que o Brasil caísse 11 posições (atualmente ocupa a 90ª posição no ranking, o que representa também uma queda de 23 posições desde 2011) no Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2017, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial.

“A violência contra as mulheres é um problema global; 35% sofreram violência física ou sexual em suas vidas. Uma em cada dez meninas foi forçada a ter relações sexuais; Pelo menos 200 milhões de mulheres, em 30 países, tiveram seus órgãos sexuais mutilados; as meninas sofreram essas circuncisões principalmente antes dos cinco anos; mulheres e meninas representam mais de 70% das pessoas que são vítimas de tráfico e 82% das parlamentares que participam de uma pesquisa da União Interparlamentar (UIP) informaram que durante seu mandato foram submetidas à violência psicológica”, ressaltou a embaixadora, fazendo um balanço da situação por gênero no mundo.

Publicado por Rodrigo Eneas

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